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segunda-feira, 23 de março de 2020

Em tempos de confinamento, psicólogos redobram atenção aos pacientes com ansiedade e depressão

É preciso construir estratégias para lidar com esse aspecto emocional', afirma presidente do Conselho Regional de Psicologia do Rio

 A vontade de sair à rua, confraternizar com amigos e familiares tende a aumentar. Mas a hora é de enfrentar essa falta de liberdade - Reprodução/Eric Antunes

 

Rio - O confinamento recomendado pelo governo por conta da disseminação do novo coronavírus pode trazer problemas a quem sofre de ansiedade e depressão. Para esse grupo, até termos com forte carga emocional, como 'pandemia' e 'isolamento', podem afligir.

 Por isso, outras palavras serão fundamentais a partir de agora: cautela, atenção e amor serão os remédios dos psicólogos para os pacientes que precisarão lidar com a solidão. 

Presidente do Conselho Regional de Psicologia do Rio e professor da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), Pedro Paulo Bicalho alerta que, além dos que precisam lidar com os quadros de ansiedade e depressão, há outro grupo que pode ter o confinamento como um obstáculo difícil de ser superado: os idosos, um dos principais grupo de risco.

 Você já vê no Brasil relatos que está sendo difícil manter a mãe de 80 anos em casa porque é uma pessoa saudável, que gosta de andar na rua. Esse processo de estar isolado, em especial em uma cidade como o Rio de Janeiro, que nós experimentamos a rua como um lugar dos encontros, é difícil.

 É preciso construir estratégias para lidar com esse aspecto emocional", explica. Bicalho acredita que a tendência é que a quantidade de pessoas com crise de pânico e ansiedade nas emergências aumente proporcionalmente ao número de casos. A solução, para o psicólogo, é informar pelos meios corretos e agir com cautela, seguindo todas as recomendações sanitárias. 

"É importante que as pessoas saibam que não é no primeiro espirro que devem procurar o sistema de saúde. É um protocolo que todo mundo deve aprender: em que momento devo ficar em casa, quando eu devo ir à urgência. Estejamos tranquilos do modo como lidamos com os protocolos, para que a gente não construa um pânico e um desmantelamento de saúde". 

Tamara Menezes, psicóloga, já teve que lidar na última semana com pacientes com crise de ansiedade pela pandemia. "É preciso dizer a verdade, sem aumentar nem diminuir a gravidade da situação.

 A serenidade pode evitar que surja outros problemas além do próprio coronavírus. O pânico é um gatilho frágil que pode ser ativado a qualquer momento, em qualquer pessoa".
 Atendimento online é possível

O Conselho Regional de Psicologia lembra que desde 2018 há um protocolo de atendimento psicológico pela Internet. "É importante apontar que os atendimentos clínicos a população podem continuar sendo feitos, não estão sendo suspensos. 

Todos os cuidados estão sendo tomados, guardando a distância entre o psicólogo e o paciente. Mas desde 2018 está autorizado o atendimento online", afirma Bicalho
Fonte O Dia

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