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quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

Cadência da lei desse estado Nos quatro anos do assassinato de Beatriz, família volta a protestar em frente a colégio e advogado reforça luta por federalização do caso


Há quatro anos o dia 10 de dezembro tem sido de angústia para o casal Sandro Romilton e Lúcia Mota. Foi nessa data, em 2015, que a pequena Beatriz Angélica Mota (então com sete anos) foi brutalmente assassinada com 42 facadas dentro do Colégio Maria Auxiliadora, em Petrolina, durante uma festa de encerramento do ano letivo. O crime até hoje permanece sem respostas, mas Sandro e Lucinha não desistem de clamar por justiça. Pelo contrário.

 No final da tarde de ontem, acompanhados por amigos da família e demais integrantes do Movimento ‘Somos Todos Beatriz’, eles saíram de casa para protestar.

O grupo se concentrou na Praça Maria Auxiliadora, Centro da cidade, e fez uma vigília em memória da menina. Mesmo emocionada, Lucinha voltou a criticar duramente a condução das investigações e também o colégio onde sua filha foi morta.

São quatro anos de dor, de sofrimento, de luta, de resistência. Mas a única vítima nessa história foi Beatriz. Ela teve seus sonhos interrompidos porque o colégio não quis investir em segurança e não prestou serviço de segurança no dia 10 de dezembro (de 2015). 

A Polícia Civil de Pernambuco não cumpriu com seu papel de investigar e punir os verdadeiros culpados”, declarou.

Mesmo tendo acesso ao inquérito, a mãe de Beatriz não pode divulgar detalhes porque o caso corre em segredo de justiça e ela assinou um termo de compromisso. Apesar disso, Lucinha disse que a investigação paralela que a família vem fazendo pode ser informada à sociedade. Ela afirmou que o inquérito policial que trata do crime “é formado por erros”, inclusive o fato de um perito da PCPE ter vendido um plano de segurança para o colégio. “Por que ele fez isso? Quais eram suas intenções?”, desabafou.
Luta
Pai da menina, Sandro Romilton endossa as palavras de Lucinha. “A Polícia Civil, que é a responsável por nos dar esclarecimentos, e também o Ministério Público, que tem uma investigação para tentar resolver o caso, mas a única resposta que a gente ouve é a que todos já sabem. Mas isso é angustiante. 

Já são quatro anos e nada está sendo feito”, lamentou o pai de Beatriz, acrescentando não ter dúvidas, por informações as quais teve acesso, foi de que houve de alguma maneira uma interferência externa no caso. “Vamos guardar esse sigilo conosco, mas estaremos mais fortes do que nunca nesse trabalho paralelo. Temos as nossas investigações. Concordamos com algumas que estão no inquérito, não concordamos com outras. 

Eu e Lúcia não temos expertise, mas é bom dizer que (a investigação paralela) é legal e temos apoio de pessoas da área de segurança”, completou Sandro.

Também presente durante o ato público, o advogado da família, Jaime Badeca reforçou que a intenção é federalizar o Caso Beatriz. “Estamos absolutamente focados em federalizar o caso, porque entendemos que quatro anos é tempo suficiente para qualquer aparato policial desvendar ou elucidar qualquer caso”, pontuou.
Fonte  Carlos Britto

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