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quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Considerada a musa do Congresso, Deputada Shéridan é denunciada por compra de votos

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PGR denuncia deputada federal Shéridan de Anchieta por compra de votos em favor de seu ex-marido
A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, encaminhou nesta terça-feira (7) ao Supremo Tribunal Federal (STF) denúncia contra a deputada federal Shéridan de Anchieta (PSDB-RR). 

Dodge também reiterou acusação contra o deputado pelo Distrito Federal Izalci Lucas. Shéridan é acusada de compra de votos em favor de seu ex-marido José Anchieta Júnior nas eleições de 2010, quando ele disputou a reeleição para o governo de Roraima. Já Izalci Lucas é acusado por desviar bens públicos doados a secretaria do DF, entre 2009 e 2011.

Conforme a denúncia feita no Inquérito nº 3975, Shéridan, que na época era primeira-dama do estado e secretária de Promoção Humana e Desenvolvimento, teria oferecido vantagens a moradores do bairro de Pintolândia, em Boa Vista, para obter votos em favor do governador. 

Eleitores apontam que a parlamentar teria oferecido inscrição em programa social do governo, pagamento de multas de trânsito, entre outras vantagens, para que votassem em Anchieta Júnior.

A denúncia foi feita com base em áudios gravados pelos eleitores e depoimentos. “A denunciada era capaz à época dos fatos, possuía consciência da ilicitude e dela se exigia conduta diversa, encontrando-se caracterizada a autoria e materialidade delitivas”, sustenta Raquel Dodge.

Izalci – Em outra manifestação enviada no dia 31 de outubro ao STF, no Inquérito nº 3671, a PGR também reitera denúncia feita contra o deputado federal Izalci Lucas, em setembro deste ano, por peculato. 

O parlamentar é acusado de desviar, em proveito próprio e de terceiros, bens doados pela Receita Federal e pelo Tribunal de Contas da União à Secretaria de Ciência e Tecnologia do Distrito Federal (SECT), entre 2009 e 2010, período em que comandava a pasta.

Na manifestação, Raquel Dodge afasta os argumentos apresentados pela defesa de Izalci, que tenta desqualificar as acusações. 

“Os elementos de prova já reunidos demonstram, à suficiência, os indícios de materialidade e de autoria em que se lastreou a denúncia”, argumenta a PGR na manifestação. 

Além disso, segundo Dodge, ficou cabalmente apontado o emprego dos bens doados em finalidades particulares.

Fonte Didi Galvão

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