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quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Sem chuvas, pescadores do São Francisco ficam sem fonte de renda

O Rio São Francisco deveria estar com seu volume elevado ou, pelo menos, no seu leito normal nesta época do ano, mas a estiagem mantém o nível do manancial muito baixo e as consequências ambientais e econômicas assustam os ribeirinhos.

 Sem chuvas, num período que espera-se água, os pescadores também estão sem sua única fonte de renda: a pesca.

Quem depende da pesca no rio São Francisco reclama do prejuízo porque nunca viu o rio tão vazio como este ano e a expectativa, segundo o presidente da Associação de Pescadores da Ilha do Fogo Tadeu Reis da Costa, é o enfrentamento de dias piores. “A situação já está crítica e a tendência se não chover é piorar.

 O rio São Francisco vem perdendo duas margens, os afluentes secando, sem chuvas nas cabeceiras, e o pescador é o primeiro que sente o reflexo dessa situação porque o nosso sustento é retirado do rio”.

De braços cruzados sem exercer suas atividades de pesca, os pescadores tendem a recorrer para outras fontes de renda,  em contrapartida, não podem abandonar suas embarcações à margem do rio. “Estamos sofrendo muito porque não tem peixe”, se queixa Tadeu.

Na associação são 42 pescadores, somados aos de colônias e outros grupos formados nas cidades circunvizinhas banhadas pelo São Francisco que estão unindo forças em busca de outras alternativas de sobrevivência.

 “O anúncio da Chesf de que chegaremos ao volume morto no mês de outubro, torna mais grave a nossa situação”.
Tadeu solicita do Governo a extensão do seguro-desemprego, subsídio liberado para os pescadores apenas no período da piracema (4 meses).

 “Estamos parados e infelizmente vamos continuar parados”. Tadeu alega, que poucos recebem esse benefício.

 “Se o pescador fizer um freelancer perde esse direito, não temos como sobreviver e cuidar dos nossos filhos dessa força”, reclama da política adotada pelo Governo Federal. “Enquanto isso nossas famílias vêm passando fome”.

    

Setores como a agricultura também são prejudicadas pela menor disponibilidade de água para irrigação, além da navegação e da pesca que sofrem prejuízos devido à queda do nível do São Francisco.

Fonte Nossa Voz

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